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Passaporte da vacina não é solução definitiva, mas é caminho para retomada efetiva

Artigo de Malu Sevieri* para a edição 61 da Radar Magazine

Desde o início do mês de setembro, com o objetivo de estimular a imunização contra a Covid-19, o passaporte da vacina passou a ser obrigatório na cidade de São Paulo. O documento funciona como um comprovante de vacinação para que as pessoas possam participar de eventos com mais de 500 pessoas. Se o estabelecimento ou evento estiver com indivíduos não vacinados, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, os responsáveis serão multados. Ponto positivo para uma retomada consciente e segura. Não devemos esquecer que vacina é, sim, importante e necessária.

A Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape) defende a retomada imediata dos eventos, como exposições e feiras de negócios, com a justificativa de que “há uma grande parcela da sociedade imunizada, o que permite que as atividades aconteçam”.

Claro que o passaporte da vacina não pode ser considerado uma ferramenta permanente para controle da pandemia do novo coronavírus e de fato não é, se fosse, seria igualmente cobrado para entradas em shoppings centers e aviões. Esses dois ambientes são exemplos onde o mesmo rigor com que nos cobram, e inviabilizam a organização de eventos, não se aplica.

Na Emme Brasil, acabamos de realizar um evento presencial, a ProWine São Paulo, maior feira de vinhos da América Latina, e as pessoas nos contataram a todo instante contrariadas porque adotamos o passaporte da vacina para participação. Penso que falta maior promoção, por parte do Governo de São Paulo, sobre essa exigência ser dos órgãos fiscalizadores e não dos organizadores, ressaltando que estamos sujeitos a multas caso não a cumpramos.

Por que os eventos são obrigados a aderirem o passaporte e as companhias aéreas não? Por que as feiras precisam do mesmo e os shoppings centers – que não mais são que feiras com estandes fixos – não?

É recorrente em minhas colunas vocês lerem sobre minha indignação com a forma que tratam a indústria de eventos no Brasil. Nem os nossos protocolos de segurança, desenvolvidos com apoio de experts em saúde são levados em consideração. Enquanto isso, feiras de rua, aeroportos e aviões, e centros varejistas seguem aglomerando sem qualquer controle, ou melhor, baseando-se, quando muito, em aferição de temperatura e dispensers de álcool em gel.

Uma pesquisa realizada pela Abrape, em parceria com a Ambev e a consultoria Provokers, para avaliar a percepção dos públicos sobre a retomada do setor de eventos de cultura e entretenimento no país, apontou que 59% dos brasileiros querem voltar a frequentar shows e festivais imediatamente. O estudo mostrou ainda que 82% dos entrevistados sentem falta dos eventos (gostaria de conhecer os 18% faltantes para convencê-los também) e na hora de elencar quais atividades voltariam a frequentar prioritariamente, além de shows e festivais, 80% disse que querem feiras e exposições. Não somos só nós que desejamos voltar, o nosso público, que é a nossa razão de ser, também espera por isso.

Aproveito o ensejo e parabenizo os colegas que deram o pontapé nessa retomada gradativa, que tanto nos dificultam, e já estão realizando eventos corporativos com segurança e comprometimento com seus stakeholders. Pude visitar alguns e me senti segura e cuidada em cada um deles. Juntos é possível mostrar a força do nosso setor, cujos reflexo é organizar com maestria, rapidez, flexibilidade e segurança.

*Malu Sevieri é CEO da Emme Brasil, representante da Messe Düsseldorf, organizadora de feiras e diretora da Medical Fair Brasil.

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