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“Saúde é a porta de entrada para renovação tecnológica”, disse Carlos Gadelha, da Fiocruz, durante a MFB

Durante o Fórum Brasil Saúde, que integrou programação da Medical Fair Brasil, executivo defendeu a articulação integrada de dimensões da sociedade a partir de um projeto de Estado

“A bola está quicando e o nicho de entrada da indústria 4.0 é pelo sistema de dispositivos médicos”. A frase é de Carlos A. Grabois Gadelha, coordenador do Centro de Estudos Estratégicos (CEE) da Fiocruz, proferida na última terça-feira (3/5) no Fórum Brasil Saúde, promovido pela ABIMO, durante a Medical Fair Brasil (MFB), em São Paulo.

Com a palestra “O Complexo Econômico – Industrial da Saúde como Vetor de Desenvolvimento para o Brasil”, Gadelha defendeu a articulação de dimensões integradas às demandas da sociedade. A inteligência artificial se faz presente e necessária no subsistema de informação e conectividade do complexo industrial do setor. 

“Se uma peça falhar, o sistema desaba. A Saúde é a porta de entrada para a renovação tecnológica, sendo necessário um projeto de Estado e de futuro, visando o cuidado com o planeta, com a vida e com a sociedade”, destacou, contando ainda que esteve em um laboratório na Paraíba para o tratamento de ZiKa Vírus e este aplicava um chip, o qual previa as convulsões em crianças.

Para ele, a produção local precisa de parcerias qualificadas. Como exemplo, trouxe a menção ao Butantan e à SANOFI, que têm um trabalho virtuoso por meio de uma política moderna conjunta. 

“Nunca tivemos uma política de Estado, mas sim muito de uma administração de governo. O Brasil precisa crescer 4% ou 5% do seu PIB [Produto Interno Bruto]. E a Saúde é a solução para isso”, finalizou apresentando uma “Agenda de Estado para o País” em um discurso uníssono aos demais participantes do Fórum nesse primeiro dia de evento.

Dados da apresentação apontaram também que 88% de todas as patentes em saúde estão concentradas em apenas 10 países, reforçando o espaço que há no Brasil. As articulações sob a orientação de uma estratégia nacional contemplariam: ciência – produção; serviço – indústria; estado – mercado; regulação – atenção; indivíduo – sociedade; inovação – acesso universal.

Mesa redonda

Para fechar os conteúdos do primeiro dia de Fórum Brasil Saúde, assinados pela ABIMO, a discussão “Formação Médica no Ecossistema de Saúde” contou com as participações de Giovani Cerri (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e César Eduardo Fernandes (Associação Médica Brasileira) com mediação de José Luiz Gomes do Amaral (Associação Paulista de Medicina).

O tema em destaque trazido por Cerri foi a Saúde Digital. Segundo ele, todos os residentes do Hospital das Clínicas já terão esta formação. Na pauta, a questão da teleconsulta, telemedicina e tele UTI, que exigem a telerregulação da urgência e emergência, bem como a capacitação de profissionais para o atendimento à distância e a necessidade de todos os dados estarem disponíveis em prontuários médicos. 

“É muito positivo este momento de transformação em que vivemos, pois levamos o especialista onde não tem. É um novo horizonte, possibilitando benefícios diversos, como redução de custo, maior acesso ao serviço e a igualdade do atendimento”, comentou o especialista, o qual ainda apontou que – hoje – muitos pacientes vão até o Pronto Socorro sem necessidade, gerando custo ao sistema, acrescendo ao fluxo e se arriscando também, quando podiam ser tratados de casa.

Os pilares de inteligência artificial, empreendedorismo e tecnologia/inovação possibilitam a melhoria do acesso à saúde, de acordo com o representante do HC.

Fernandes falou sobre o grande número de médicos atuando no mercado. Ele estima que, em 2022, estes ultrapassem os 600 mil profissionais, mas reforça a necessidade de distribuição deles, já que muitos estão nos grandes centros comerciais. Para ele, um ponto de cuidado é a atenção básica de saúde, considerando que há carência de formação nesta área. “No topo das nossas preocupações está a de formar um bom médico, o qual saiba escutar os pacientes, respeitando a tecnologia. Ninguém quer pagar nada para o profissional da saúde básica. Todos querem cuidar da endometriose ou da reprodução humana”.

Para a AMB, a graduação sofre impacto atualmente também, já que há mais retorno na pós-gradução. “Precisamos trabalhar na valorização do docente médico que ensina os procedimentos de ensino básico nas mais de 350 escolas de medicina do país”.

A discussão também abordou a necessidade de um exame de proficiência. “Esta avaliação é necessária. Temos uma morte a cada sete minutos no Brasil por questões de estrutura médica. Um profissional bem formado pode ajudar nisso. Este processo já está em tramitação no Legislativo”, finalizou Fernandes.

Publicado em Saúde Debate

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