MFB promoveu webinar sobre uso medicinal do canabidiol

Live foi realizada em parceria com FBAH e Sechat. Assunto voltou ao debate político mais uma vez quando, no início de junho, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 399/15, que regulamenta o plantio da ‘Cannabis Sativa’ para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais no Brasil

A Medical Fair Brasil (MFB), em parceria com a Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH) e o Sechat, promoveu, no último dia 13 de julho, o webinar “Canabidiol – uso medicinal: o que o gestor da saúde precisa saber”, um debate que reuniu importantes nomes do cenário canábico brasileiro. Participaram o neurocirurgião e um dos principais estudiosos sobre o tratamento com cannabis para fins medicinais, Pedro Pierro Neto; o deputado federal, Paulo Teixeira, e o psiquiatra e professor, Rodrigo Martins. A mediação foi da diretora da MFB, Malu Sevieri, e do diretor-jurídico da FBAH, Bruno Comenalli.

“Está mais que na hora de batermos o pé e colocarmos essa discussão em sentido mais amplo e transparente”, falou Martins.

O canabidiol, conhecido popularmente como CBD, é uma substância extraída da cannabis, que atua no sistema nervoso central, e que apresenta potencial terapêutico para o tratamento de doenças psiquiátricas ou neurodegenerativas, como esclerose múltipla, esquizofrenia, Parkinson, epilepsia e ansiedade. Seu uso impacta diretamente diversos segmentos da complexa cadeia de saúde nacional, visto que exige movimentações governamentais, estimula a indústria farmacêutica e traz novas necessidades industriais.

Para o diretor-científico do Sechat, Pedro Pierro Neto, embora o uso medicinal da cannabis esteja sendo muito debatido, não se trata de uma novidade, já que ao se analisar a história encontram-se registros da ampla utilização por civilizações antigas. A cannabis para uso medicinal foi uma das primeiras plantas não a serem cultivadas pelo homem, mas, sim, a serem domesticadas pela espécie humana.

“É comum ouvirmos que cannabis serve para epilepsia, Parkinson, Alzheimer, doença inflamatória intestinal, dor crônica. O sistema canabinóide difere dos outros sistemas celulares do corpo, porque ele é um sistema retrógrado, que avisa o neurônio pré-sináptico qual a sua função, então ele consegue modular a entrada de diversos neurotransmissores nas células e esse processo de sinalização é que faz com que o sistema endocanabinóide funcione para diversas patologias”, explica Pierro Neto.

Dados recentes de pesquisa feita pela Kaya Mind indicaram que o mercado brasileiro pode movimentar mais de R$ 26 bilhões e gerar mais de 117 mil empregos até 2025, caso seja feita uma regulamentação efetiva da produção de cannabis para fins industriais. Isso faz com que muitas empresas adentrem nesse mercado, o que é potencialmente positivo para a promoção de informações e conhecimento sobre a cannabis medicinal.

“Nós estamos regulamentando o uso medicinal da cannabis no Brasil. Essa regulamentação é necessária por diversos aspectos, o mais importante deles é que o Brasil tem que entrar nessa fronteira da medicina, da farmacologia, e tem que entrar também nessa fronteira da ciência, da pesquisa, e precisa garantir qualidade de vida aos seus pacientes”, disse Teixeira.

Assista ao webinar “Canabidiol – uso medicinal: o que o gestor da saúde precisa saber”.

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