• Home
  • Blog
  • Diagnóstico
  • Testagem diária nos Jogos Olímpicos 2020 reforça importância da medicina diagnóstica para controle da pandemia

Testagem diária nos Jogos Olímpicos 2020 reforça importância da medicina diagnóstica para controle da pandemia

No Japão, atletas, comissões técnicas e organizadores passam por triagem diária; objetivo é identificar rapidamente pessoas infectadas - mesmo que assintomáticas - para isolá-las e evitar a disseminação do novo coronavírus entre os participantes

Adiada por um ano, a edição 2020 dos Jogos Olímpicos do Japão foi iniciada em 20 de julho, ainda sob a pandemia de COVID-19. Para ampliar a segurança das provas e permitir que a competição fosse realizada, muitas medidas não farmacológicas para evitar a disseminação do novo coronavírus foram tomadas. Além de extinguir o público das provas, foram implementados rígidos protocolos de proteção. A máscara facial deve ser usada por todos os participantes que são, também, instruídos a reduzir a interação física. Além disso, o Comitê Olímpico Internacional (COI) apostou na medicina diagnóstica para identificar o mais rápido possível qualquer participante infectado, garantindo o seu isolamento e o rastreio de seus contatos.

“O sistema de testagem aplicado pelo COI soa muito eficiente, pois utiliza testes com bastante sensibilidade e especificidade, sempre processados nos ambientes altamente controlados dos laboratórios clínicos”, explica Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). 

Antes mesmo de embarcar para a jornada competitiva, os atletas tiveram de apresentar dois testes negativos para coronavírus nas 96 horas que antecediam o voo. Os testes válidos para essa etapa são aqueles capazes de identificar a doença na fase ativa, ou seja, testes de anticorpos não são aceitos. Na lista divulgada pelo Japão, constam apenas os testes realizados com amostras nasofaríngeas, orofaríngeas e de saliva, entre eles o RT-PCR, padrão ouro para detecção da infeção pelo novo coronavírus, e o RT-LAMP.

Na chegada ao Japão, ainda no aeroporto, todos realizaram um novo exame, desta vez um teste de antígeno do SARS-CoV-2 feito com amostra de saliva. Se o resultado fosse positivo, os responsáveis realizariam um novo exame com a mesma amostra para confirmação do diagnóstico. 

Mas a testagem não para por aí. Durante os jogos, todos os participantes são submetidos à triagem diária feita com o mesmo teste aplicado no aeroporto: detecção qualitativa de antígenos em amostras de saliva. A logística para que essa triagem funcione foi muito bem planejada, visto que são cerca de 11 mil atletas, suas comissões técnicas e mais uma grande leva de profissionais que atuam para que os jogos possam acontecer. 

Dessa forma, todos os participantes receberam recipientes com códigos de barra que os identificam. Diariamente eles devem depositar, nesses frascos, uma amostra de saliva, entregando essa amostra nos locais previamente indicados pela organização. Essas amostras são recolhidas, transferidas para um laboratório que processa o exame em aproximadamente 12 horas. “A identificação das amostras com códigos de barras representa parte crítica do processo pré-analítico, pois contribui para evitar trocas e dar credibilidade aos resultados. Esse processo já está bastante consolidado aqui no Brasil e é amplamente utilizado pelos melhores laboratórios brasileiros", comenta Shcolnik.

Com o resultado negativo, o participante segue normalmente na competição. Porém, se o resultado for positivo, ele é notificado e o laboratório reanalisa a mesma amostra. Quando o resultado da nova análise também é positivo, o atleta é convocado para realização de um RT-PCR com amostra nasofaríngea. O prazo máximo para a entrega desse laudo é de cinco horas.

Na Internet, o atleta Douglas Souza, da equipe masculina de vôlei de quadra, tem sido um dos responsáveis por divulgar a exigência. Em seu perfil no Instagram, Douglas mostra a realização cotidiana dos testes enquanto está no Japão.

Segundo Shcolnik, a testagem durante a competição envolve duas metodologias diagnósticas muito eficientes. “Primeiramente eles investem no teste por amostra de saliva, visto que isso facilita a logística, já que o próprio participante pode coletar e entregar sua amostra para a avaliação laboratorial. Caso o resultado desse exame seja positivo ou suspeito, eles seguem com o cronograma podendo solicitar ao participante a realização de um RT-PCR com amostra nasofaríngea, tipo de exame e de amostra mais certeiros para a confirmação diagnóstica”, explica.

Além da triagem diária, os atletas também são instruídos a ficarem atentos a qualquer mínimo sintoma de COVID-19, comunicando a organização para que o melhor teste seja aplicado.

Em lista divulgada pelo COI, até 25 de julho foram realizados mais de 204 mil testes de triagem para COVID-19 com uma taxa de positividade de 0,02%. Até a data, 137 pessoas tiveram diagnóstico confirmado para COVID-19 durante a realização dos Jogos Olímpicos de 2020.

Com informações da Abramed

Artigos relacionados

  •  +55 11 2365-4336

  • Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

  • Estamos em  São Paulo

  • Alameda dos Maracatins, 1217 - Conj. 701
  • Indianópolis - São Paulo - SP

Cadastre-se em nossa newsletter

Nos conte o seu nome :)
Acho que existe algo errado em seu e-mail.

Olá, esse é o canal via Whatsapp da Medical Fair Brasil. Aqui você tira dúvidas sobre assuntos como: inscrição, quero expor, palestras e assuntos relacionados a feira.

WhatsApp
Close and go back to page